As mudanças promovidas pelo fluxo rápido de conteúdo, especialmente, nas redes sociais, provocam muitas reflexões acerca do comportamento humano contemporâneo.
Entre essas, a reflexão sobre a capacidade de envolvimento na jornada rumo ao autoconhecimento.
Impaciência, traço comum hoje à maioria das pessoas, tem feito com que dedicação, responsabilidade para consigo mesmo, tolerância à frustração apareçam na hora da escolha por esse ou aquele processo psicoterapêutico.
A jornada rumo a si mesmo, traz à consciência possíveis causas do sofrimento em forma de angústia e paralisia diante da própria vida.
Os muitos sintomas apresentados tanto pelo indivíduo, como pela coletividade são oportunidades de tomada de consciência. São oportunidades para falar e ser ouvido (a).
O processo analítico em suas várias correntes, tem sido repensado. Entretanto, a sua essência continua fazendo diferença: a escuta atenta e qualificada da fala do analisando.
A análise é um processo de dentro para fora.
Ao encontrar na escuta do analista espaço para os pensamentos, sentimentos e visão de si e de mundo o sujeito apropria-se dos recursos que estavam bloqueados pelos sintomas e seu sofrimento. E, aos poucos, modifica seus comportamentos.
A pessoa passa a ser o sujeito de suas escolhas e da maneira única de viver a própria vida: objetivos de toda jornada bem sucedida de autoconhecimento.
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